Em Arcas, cerca de 20 km de Macedo de Cavaleiros, encontra-se o magnífico Solar das Arcas, construído nos séculos XVII e XVIII. O solar representa a casa-mãe de uma propriedade de 700 hectares plantada com floresta, oliveiras, eucaliptos e muitas cerejeiras, sendo uma das mais importantes empresas agrícolas de Trás-os-Montes. Propriedade, desde sempre, associada à família Pessanha, cujo apelido é de origem genovesa, descendente de Manuel Pessanha, que viajou para Portugal, a pedido do rei D. Dinis, para o ensino da arte de navegar aos portugueses. Constitui um espólio de memórias dos tempos antigos. As salas e os quartos estão confortavelmente decorados, com mobiliário associado à vida rural. Ao lado da capela fica o quarto do coro, por ser ai que pernoitava o bispo, quando vinha de Bragança para rezar a missa. O jardim abre-se sobre os montes onde existem curiosas construções de xisto "cazarelhas", únicas em Portugal, que serviam para as crianças brincarem.

Alojamento

  • 4 x Apt. x2 - Desde 96.00€ / noite
  • 2 x Apt. x4 - Desde 168.00€ / noite

Características

  • Aquecimento central
  • Caça
  • Capela
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Pesca
  • Piscina
  • Provas de vinho

Arcas é uma povoação muito antiga, situada a cerca de 20 quilómetros de Macedo de Cavaleiros. Depois de subidas e descidas através de montes pouco habitados e bonitos, surge-nos esta pequena aldeia transmontana, que preservou o seu modo de vida pacato e rural. No centro da aldeia ergue-se, imponente, o Solar das Arcas, um exemplo magnífico dos solares nobres dos séculos XVII e XVIII; O solar pertence, desde sempre, à família Pessanha, cujo apelido é de origem genovesa, e que descende de Manuel Pessanha, que veio para Portugal, a pedido do rei D. Dinis, ensinar e ajudar os portugueses na arte de navegar.

Ao entrar no solar é-se imediatamente envolvido por um ambiente que evoca memórias de outros tempos. As salas e os quartos estão decorados de maneira sóbria e rica, e várias peças de mobiliário demonstram a vivência de uma casa intimamente ligada à vida rural. Ao lado da capela fica o quarto de hóspedes, também conhecido como o quarto do coro, por ser ai que pernoitava o bispo, quando vinha de Bragança para rezar a missa. Mas o que mais fascina é a antiga cozinha do solar, enorme e de tectos altos, que permanece como nos tempos mais remotos.

Na parte da frente da casa, fica um belíssimo jardim de onde se pode apreciar a paisagem sobre os montes que se estendem a perder de vista onde existem quatro pequenas casas de xisto, chamadas cazarelhas, únicas em Portugal, que serviam para as crianças brincarem. Infelizmente, perdeu-se a origem destas casas curiosas ou de quem as construiu. O solar é a casa-mãe de uma propriedade de 700 hectares, plantada com floresta, oliveiras, eucaliptos e muitas cerejeiras, sendo uma das mais importantes empresas agrícolas de Trás-os-Montes.

Os apartamentos são simpáticos e confortáveis, com uma decoração rústica bem própria do lugar, sem dúvida ideal para quem procura o sossego do campo e para quem gosta de grandes e vastos horizontes, pontilhados do verde das oliveiras.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

O Solar sempre pertenceu à familia Pessanha, datando dos fins do século XVII. A sua capela privativa possui um altar ricamente trabalhado em talha dourada em tons de azul, vermelho e branco com destaque para as imagens de Santo António, São Francisco e São Caetano.

O apelido Pessanha é de origem genovesa e remonta ao ano de 1262. O rei português D. Dinis encarregou Vicente Ennes Cesar e João Lourenço, residentes em Avinhão, para escolherem uma pessoa capaz de ajudar os portugueses na arte de navegar. A sua escolha recaiu no genovez Manuel Pessanha. Este veio para Portugal tendo o rei D. Dinis nomeado Almirante Mor das frotas e armadas do reino. Nos finais do século XVII, estableceram-se os Pessanhas em Viseu na Quinta de São Cypriano.

Os Vilhegas de Viseu descendem de D. Fernando de Vilhegas, casado com Brites da Costa. Dona Isabel do Amaral, sua bisneta, filha de Júlio Vilhegas do Amaral, veio a casar com Miguel Pessanha Castelo Branco. Deste casamento provieram dois filhos, Júlio, que ficou senhor da casa de Viseu e Francisco Pessanha, que seguiu a carreira militar. Por motivos politicos, Francisco poucos anos após a restauração fugiu para Nozelos perto de Arcas.

Recebido e estimado pelos Sá Morais, gente nobre e abastada, estes o quiseram para marido de sua filha Joana. Deu-se assim o ínicio ao ramo transmontano dos Pessanhas.