Bem perto de São Pedro do Sul, com data anterior à fundação de Portugal, pertencente a D. Teresa, mãe do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, a Quinta da Comenda abre as suas portas, acolhendo com simpatia. Cuidadosamente recuperada, oferece produtos de agricultura biológica, nomeadamente o célebre vinho biológico de Lafões, que goza de enorme prestigio na região, sendo exportado para vários países. Em dez anos de investimento da família, a quinta tomou-se numa unidade-modelo e, hoje, a propriedade tem 38 hectares de culturas biológicas. A Quinta da Comenda proporciona um ambiente acolhedor e confortável. Os tanques, as sombras, as fontes e os jardins convidam à meditação, um lugar mágico e inesquecível.

Alojamento

  • 1 x Apt. x2 - Desde 78.00€ / noite
  • 1 x Duplo - Desde 78.00€ / noite
  • 4 x Twin - Desde 78.00€ / noite

Características

  • Adega
  • Caça
  • Capela
  • Estacionamento
  • Fala-se alemão
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Pesca
  • Piscina
  • Provas de vinho
  • Refeições mediante solicitação
  • Sala de jogo
  • Sala para conferências
  • Termas

Localização

Outeiro da Comenda

A Quinta da Comenda tem uma aura especial, por nos encontrarmos num lugar de uma riqueza extraordinária sob o ponto de vista histórico. Em 1143, Dona Tareja, mãe de D. Afonso Henriques, doou a Comenda ao seu irmão D. Raimundo. Anos mais tarde, depois da batalha de S. Mamede contra a mãe, D. Afonso Henriques teria permanecido uma temporada nesta quinta, mais tarde administrada pela Ordem de Malta. Depois da extinção das Ordens Religiosas em 1834 e com a República, acentuaram-se as dificuldades para uma exploração adequada das terras, o que deu origem a uma progressiva degradação do património construído.

Este ciclo só terminou com a compra da quinta em 1984 pelos actuais proprietários, José e Laura Cardoso da Rocha, que encontraram a Quinta da Comenda num estado de degradação quase completo. Foi preciso restaurar a parte arquitectónica da casa mantendo a traça original e primitiva, e, recorrendo a livros antigos e às informações das pessoas da região, chegaram ambos à conclusão que desde sempre se tinha cultivado ali um vinho extraordinário, o vinho de Lafões. Procuraram então reconverter a parte agrícola, utilizando um principio mais moderno, e tomaram-se pioneiros na agricultura biológica, até ali desconhecida na região. Em dez anos de muito trabalho e de um forte investimento de toda a família, a quinta tomou-se numa unidade-modelo deste tipo de agricultura e, hoje, a propriedade tem 38 hectares de culturas biológicas.

A Quinta da Comenda tem um ambiente extremamente acolhedor. Os tanques, as sombras, as fontes e os jardins convidam à reflexão e à contemplação, fazendo desta casa um lugar realmente especial, para descansar e sonhar.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

A Casa da Quinta da Comenda, era a Casa Mãe da Comenda de Ansemil, que possuia vários Coutos, espalhados pelas Beiras, nomeadamente em Tarouca, Figueira da Foz, Coimbra, Agueda etc... e em S. Pedro do Sul, o Couto da Coja, incluia o que hoje constitue as povoações de Outeiro da Comenda, Lourosa da Comenda, Bodiosa, Mães e Vila Maior, onde, nesta última. se situava a tulha da Comenda que recebia os tributos de todos aqueles Coutos.

Antes da fundação da nossa nacionalidade (1143) , Dona Teresa, Mãe do 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, doou a Comenda a seu irmão D. Raimundo que por sua vez, a doou à Ordem de Malta que se tinha acabado de instalar neste canto da Europa, sendo D. Henrique, filho natural de D. Afonso Henriques o seu 1º Grão-Mestre, cujos cavaleiros tanto ajudaram D. Afonso Henriques na reconquista contra os mouros.

O 1º Rei de Portugal, teria permanecido na Casa da Comenda com o seu tio D. Raimundo, quandoteve de tratar nas Caldas Romanas de Alafões (Lafões, Termas de S. Pedro do Sul), onde se encontra a sua banheira granítica, devido à fractura da perna, que sofrera da Batalha de S. Mamede contra a sua Mãe.

A Ordem de Malta, guerreira e hospitalária, situada na Quinta da Comenda, tratava e albergava cavaleiros que se deslocavam a caminho de Jerusalém, via Ilha de Malta, pela estrada romana que passava pela Quinta da Comenda, atravessando o rio Trouxe pela ponte romana aqui existente, em direcção a Lérida, para sofregarem os lugares sagrados.

Desde estas remotas datas até à época do Marquês de Pombal pertenceu sempre a Quinta da Comenda à Ordem de Malta até que em 1755 por decreto de expulsão das ordens religiosas, o Marquês de Pombal a ofereceu ao Porteiro-Mor do reino e passou a pertencer a descendentes da coroa até 1958, data em que passou a ser pertença de particulares.