A Casa do Redondo é uma casa senhorial com origem no Sec. XVIII, desde sempre na família Sampaio e Mello, que ao longo dos tempos, procedeu ao seu engrandecimento, culminando nos dias de hoje com a criação de infra-estruturas únicas na região, para receber os seus hospedes e abrir as portas ao Turismo de habitação.

A Casa do Redondo é o coração da Quinta da Bacelada que com cerca de 27 ha concentra a sua produção agrícola no vinho e no azeite.

Cuidadosamente recuperada para receber hospedes a Casa do Redondo recuperou a vitalidade e esplendor de outrora, proporcionando a todos os que a visitam uma inesquecível experiência usufruindo de toda a calma e comodidade proporcionada pelos vários espaços da quinta, tais como: a piscina, o ténis, a sala de jogos, a lareira na sala de leitura, a sala de provas onde pode apreciar a gastronomia da região.

Localizada na tradicional aldeia do Rabaçal, concelho de Meda, região de rara beleza paisagística e possuidora de um riquíssimo património arquitectónico e arqueológico, a Casa do Redondo pode ser um excelente ponto de partida para visitar uma vasta região, nomeadamente, a região do Vale do Côa e do Douro Superior e partir á descoberta das Aldeias Históricas da Raia Beirã, como, Marialva e a Vila Medieval de Trancoso.

Alojamento

  • 1 x Duplo - Desde 78.00€ / noite
  • 4 x Twin - Desde 78.00€ / noite

Características

  • Aceita animais
  • Aquecimento central
  • Bar
  • Bilhares
  • Caça
  • Capela
  • Cavalos
  • Estacionamento
  • Fala-se alemão
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Pesca
  • Piscina
  • Provas de vinho
  • Refeições mediante solicitação
  • Sala de jogo
  • Sala de TV
  • Sauna
  • Ténis

Localização

Quinta da Bacelada - Rabaçal - Meda

3082 TH

No Rabaçal existem dois solares da Familia Sampaio e Mello. O mais antigo e ainda hoje da Familia de estilo barroco, data do século XVIII, mais concretamente da segunda metade do século e sofreu vários restauros ao longo dos tempos tendo conservado a sua traça primitiva exteriormente, mas sofrendo algumas alterações no seu interior.

A sua sala principal de tectos trabalhados ostenta pinturas dos quatro continentes: Europa, África América e Ásia. O pintor cometeu um erro concerteza involuntariamente: os indivíduos africanos são brancos e os asiáticos são negros.

Com Capela (não a actual), tinha padre privativo que quase sempre era da família. Nesta Capela existia uma belíssima imagem em madeira dourada policromada de Santa Ana a ensinar Nossa Senhora a ler. Teria vindo da Índia, cheia de libras e pedras preciosas. Demorou 3 meses a chegar de Lisboa ao Rabaçal transportada num carro de bois. A capela tinha a invocação de Sant'Ana e a rua ainda conserva esse nome.

Ainda hoje se questiona onde parará essa escultura. À algum tempo apareceu numa revista uma imagem em madeira de Santa Ana igualzinha, que foi leiloada pela quantia de 3.600.000$00.

Anos depois o morgado decidiu-se construir a casa grande para onde veio viver deixando as irmãs solteiras na casa mãe, este segundo solar mais conhecido como o solar do morgado, foi abandonado pelos herdeiros.

Na revolução de Abril já muito degradado, foi ocupado pelo povo. Alguns elementos da família reuniram-se e decidiram oferecê-lo á Diocese de Lamego.

O povo conta algumas histórias e lendas à volta dos fidalgos:

Dado como rigorosamente histórico é o procedimento do criado Saldanha. (ainda hoje os Saldanhas são os "feitores" da Quinta);

Durante as lutas liberais tendo o conhecimento do que o patrão era procurado como Miguelista, envergou propositadamente as vestes do Morgado e saiu para rua. Não regressou. Os Adversários à espreita enganados pelo traje dispararam, pondo termo à vida do fidelíssimo servo;

Um dos senhores gostava de pela noite passear de um solar para o outro fumando o cigarro. Anos depois, já falecido continuou-se a ver-se a ponta luminosa do cigarro do fidalgo, agora transformado em lobisomem.

Também em breve apontamento e em incursão discreta às "cartas de Alexandre Herculano" (mais concretamente nas notas, parte do livro "Scenas de um Anno da Viagem"), pode verificar-se que aquele renomado escritor, no seu percurso por terras da Beira Alta, mais precisamente em 19 de Agosto de 1853, ficou hospedado em casa do bacharel António Maria Homem da Silveira de Sampaio e Mello, onde ceia, pernoita e fica para o dia seguinte, na casa senhorial de estilo barroco de 1776.

Sobre esta passagem escreve nas suas notas (livro cenas de um Anno da Viagem) - "panorama magnifico para nascente que se vislumbra das margens e para além Côa: Castelo Rodrigo, Pinhel, Almeida e Horizonte "