Na região da Bairrada, no seio da cultura tradicional da vinha e de um fértil pomar, nasce a Quinta de São Lourenço. Casa do final do século XVIII, com bela traça arquitetónica, usufrui de uma paisagem única, acolhendo com conforto e tradição.

Em 1989, a casa é recuperada para turismo de habitação, oferecendo todas as condições, uma decoração elegante e arte de bem receber em família. Com uma gastronomia saborosa tradicional, numa atmosfera inspiradora em comunhão com o campo, o hóspede dispõe de diversas atividades de evasão, podendo partir à descoberta da região, desde passeios a pé e de bicicleta, piscina, golfe ou refugiar-se nas águas termais do Luso ou da Curia.

Alojamento

  • 1 x Apt. x2 - Desde 80.00€ / noite
  • 3 x Duplo - Desde 80.00€ / noite
  • 3 x Twin - Desde 80.00€ / noite

Características

  • Biblioteca
  • Bicicletas
  • Estacionamento
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Piscina
  • Provas de vinho
  • Refeições mediante solicitação
  • Sala para conferências

Morada

S. Lourenço do Bairro

1190 AT

As janelas abertas deixam entrar o cheiro do campo, levemente adocicado e seco. Em frente da casa da Quinta de São Lourenço estendem-se vinhas de cepas baixas, geometricamente dispostas ao sabor das ondulações que as colinas desenham. A casa da Quinta de São Lourenço foi construída em finais do século XVIII. A proprietária, Lígia Branca de Carvalho D. Gala Mexia Leitão, adora este lugar que a viu crescer e brincar. O avô era um agricultor da região que tinha vários filhos. Com vontade de deixar uma casa a cada um, comprou a quinta ao antigo proprietário, o Visconde de Seabra.

Até ao momento em que a actual proprietária conseguiu comprar a parte do irmão, o edifício esteve durante quase 20 anos em situação de semi-abandono. Em 1989, porem, encontrou maneira de transformar a casa num lugar acolhedor e arranjado: adaptou-a para ser utilizada como turismo de habitação. Com muito gosto e jeito para a decoração, criou um espaço agradável e simpático onde apetece descansar e passar uma temporada no silêncio do campo.

A quinta e uma exploração agrícola onde, com excepção de algumas árvores de fruto, como as nogueiras, impera a vinha. E estamos na Bairrada, que possui caves reputadas pelos seus vinhos maduros e pelos espumantes, que contribuíram para a fama da região.

O visitante, hospedado na quinta, pode deliciar-se andando de bicicleta pelos espaços calmos da região. Depois de um dia passado na piscina da casa, sair ao fim da tarde para uma exploração das redondezas e um prazer para a alma e para o apetite. Sobretudo porque, ao voltar, poderá apreciar uma deliciosa chanfana preparada só para si na Quinta de São Lourenço.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

A Casa da Quinta de S. Lourenço, situada em S. Lourenço do Bairro, concelho da Anadia, é uma construção dos finais do século XVII. Integrada numa exploração agrícola, em pleno funcionamento, onde a cultura predominante é a tradicional vinha da Região Demarcada da Bairrada.

Restaurada numa perspectiva de conservação e valorização do património arquitectónico e ambiental, conserva todas as características de uma casa senhorial, onde a sobriedade do antigo se alia agradavelmente ao conforto e exigência da vida dos nossos dias.

Nas suas paredes, guardam-se histórias de tempos antigos, e se de facto elas falassem, poderiam recitar poesias de António Feliciano de Castilho.

Diz-se que a casa pertenceu, inicialmente, à família do poeta António Feliciano de Castilho e que os seus descendentes, por sua vez, a venderam ao Visconde de Seabra. Foi ao Visconde de Seabra que o avô de Lígia Mexia Leitão, antigo agricultor da região, comprou a Casa de São Lourenço. Como tinha vários filhos, era sua intenção deixar, em testamento, uma casa a cada um. A juventude da dona da casa foi passada de terra em terra, acompanhando o seu pai, sempre que este tinha que se deslocar. A profissão de Juiz, não lhe permitia passar muito tempo no mesmo local. Mas a Quinta de S. Lourenço era no fundo, o único local fixo que possuíam e onde regressavam após cada viagem. Mais tarde, após a morte de seu pai, tentou encontrar forma de não se separar da casa. Apesar da juventude atribulada, era ali que estavam todas as memórias.

Após comprar a parte do irmão, em 1989, encontrou maneira de a transformar, mantendo a traça original.

A Quinta de S. Lourenço, de seu nome antigo «da Lage», nome este derivado da característica do solo calcário em que a casa se implanta, repete no seu traçado, disposição e nos pormenores da fachada, o tipo de construção portuguesa do século XVIII.

Na casa foram feitas, no decorrer dos tempos, obras de conservação que introduziu algumas alterações ao traçado original. Sabe-se que o visconde de Seabra, jurisconsulto e político que viveu entre 1798-1895, terá herdado ou comprado a propriedade, tendo sido nesta casa que se recolheu para elaborar a sua obra mais conhecida, o Código Civil Português - de cunho tão original e moderno que se manteve em vigor desde 1867 até 1966! Contam-se muitas histórias passadas nesta casa aquando das discussões geradas em torno de certos pontos mais polémicos do Código, histórias que são objecto de curiosidade e reverência pelos historiadores da ciência jurídica.