As janelas abertas deixam entrar o cheiro do campo, levemente adocicado e seco. Em frente da casa da Quinta de São Lourenço estendem-se vinhas de cepas baixas, geometricamente dispostas ao sabor das ondulações que as colinas desenham.

A casa da Quinta de São Lourenço construída em finais do século XVIII possui uma bela traça arquitetónica, usufrui de uma paisagem única, acolhendo com conforto e tradição. Foi. Em 1989, com o objetivo de proporcionar experiências de vida numa mansão rural antiga, que a casa foi restaurada e adaptada para ser utilizada como turismo de habitação.

O ambiente da casa luminoso e acolhedor, a decoração das salas e quartos, os jardins floridos com arvores ancestrais, a piscina cheia de sol, proporcionam um espaço agradável e simpático onde apetece descansar e passar uma temporada no silêncio do campo.

Na quinta, onde a exploração agrícola principal é a vinha, cultivam-se as castas de uvas características da famosa região da Bairrada e que dão origem aos vinhos e espumantes muito apreciados e conhecidos com o nome da Quinta de S. Lourenço.

Depois de um dia passado na piscina da casa, sair ao fim da tarde para uma exploração das redondezas, é um prazer para a alma e para o apetite. Sobretudo porque, ao voltar, poderá no alpendre do jardim apreciar uma taça de espumante ou de um copo de vinho da quinta ou uma deliciosa chanfana preparada só para si na Quinta de São Lourenço.

A região da Barrada, bem no Centro de Portugal, proporciona ao visitante, hospedado na quinta, visitas a reputadas caves com provas de vinhos, experiências gastronómicas de especialidades características, bem como passeios a cidades, praias e serras próximas

Alojamento

  • 1 x Apt. x2 - Desde 96.00€ / noite
  • 3 x Duplo - Desde 96.00€ / noite
  • 3 x Twin - Desde 96.00€ / noite

Características

  • Biblioteca
  • Bicicletas
  • Estacionamento
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Piscina
  • Provas de vinho
  • Refeições mediante solicitação
  • Sala para conferências

Localização

S. Lourenço do Bairro

1190 AT

Na região da Bairrada, no seio da cultura tradicional da vinha e de um fértil pomar, nasce a Quinta de São Lourenço. Casa do final do século XVIII, com bela traça arquitetónica, usufrui de uma paisagem única, acolhendo com conforto e tradição.

Em 1989, a casa é recuperada para turismo de habitação, oferecendo todas as condições, uma decoração elegante e arte de bem receber em família. Com uma gastronomia saborosa tradicional, numa atmosfera inspiradora em comunhão com o campo, o hóspede dispõe de diversas atividades de evasão, podendo partir à descoberta da região, desde passeios a pé e de bicicleta, piscina, golfe ou refugiar-se nas águas termais do Luso ou da Curia.

As janelas abertas deixam entrar o cheiro do campo, levemente adocicado e seco. Em frente da casa da Quinta de São Lourenço estendem-se vinhas de cepas baixas, geometricamente dispostas ao sabor das ondulações que as colinas desenham. A casa da Quinta de São Lourenço foi construída em finais do século XVIII. A proprietária, Lígia Branca de Carvalho D. Gala Mexia Leitão, adora este lugar que a viu crescer e brincar. O avô era um agricultor da região que tinha vários filhos. Com vontade de deixar uma casa a cada um, comprou a quinta ao antigo proprietário, o Visconde de Seabra.

Até ao momento em que a actual proprietária conseguiu comprar a parte do irmão, o edifício esteve durante quase 20 anos em situação de semi-abandono. Em 1989, porem, encontrou maneira de transformar a casa num lugar acolhedor e arranjado: adaptou-a para ser utilizada como turismo de habitação. Com muito gosto e jeito para a decoração, criou um espaço agradável e simpático onde apetece descansar e passar uma temporada no silêncio do campo.

A quinta e uma exploração agrícola onde, com excepção de algumas árvores de fruto, como as nogueiras, impera a vinha. E estamos na Bairrada, que possui caves reputadas pelos seus vinhos maduros e pelos espumantes, que contribuíram para a fama da região.

O visitante, hospedado na quinta, pode deliciar-se andando de bicicleta pelos espaços calmos da região. Depois de um dia passado na piscina da casa, sair ao fim da tarde para uma exploração das redondezas e um prazer para a alma e para o apetite. Sobretudo porque, ao voltar, poderá apreciar uma deliciosa chanfana preparada só para si na Quinta de São Lourenço.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

A Casa da Quinta de S. Lourenço, situada em S. Lourenço do Bairro, concelho da Anadia, é uma construção dos finais do século XVII. Integrada numa exploração agrícola, em pleno funcionamento, onde a cultura predominante é a tradicional vinha da Região Demarcada da Bairrada.

Restaurada numa perspectiva de conservação e valorização do património arquitectónico e ambiental, conserva todas as características de uma casa senhorial, onde a sobriedade do antigo se alia agradavelmente ao conforto e exigência da vida dos nossos dias.

Nas suas paredes, guardam-se histórias de tempos antigos, e se de facto elas falassem, poderiam recitar poesias de António Feliciano de Castilho.

Diz-se que a casa pertenceu, inicialmente, à família do poeta António Feliciano de Castilho e que os seus descendentes, por sua vez, a venderam ao Visconde de Seabra. Foi ao Visconde de Seabra que o avô de Lígia Mexia Leitão, antigo agricultor da região, comprou a Casa de São Lourenço. Como tinha vários filhos, era sua intenção deixar, em testamento, uma casa a cada um. A juventude da dona da casa foi passada de terra em terra, acompanhando o seu pai, sempre que este tinha que se deslocar. A profissão de Juiz, não lhe permitia passar muito tempo no mesmo local. Mas a Quinta de S. Lourenço era no fundo, o único local fixo que possuíam e onde regressavam após cada viagem. Mais tarde, após a morte de seu pai, tentou encontrar forma de não se separar da casa. Apesar da juventude atribulada, era ali que estavam todas as memórias.

Após comprar a parte do irmão, em 1989, encontrou maneira de a transformar, mantendo a traça original.

A Quinta de S. Lourenço, de seu nome antigo «da Lage», nome este derivado da característica do solo calcário em que a casa se implanta, repete no seu traçado, disposição e nos pormenores da fachada, o tipo de construção portuguesa do século XVIII.

Na casa foram feitas, no decorrer dos tempos, obras de conservação que introduziu algumas alterações ao traçado original. Sabe-se que o visconde de Seabra, jurisconsulto e político que viveu entre 1798-1895, terá herdado ou comprado a propriedade, tendo sido nesta casa que se recolheu para elaborar a sua obra mais conhecida, o Código Civil Português - de cunho tão original e moderno que se manteve em vigor desde 1867 até 1966! Contam-se muitas histórias passadas nesta casa aquando das discussões geradas em torno de certos pontos mais polémicos do Código, histórias que são objecto de curiosidade e reverência pelos historiadores da ciência jurídica.