A Casa de Mogofores nasce associada ao desenvolvimento agrário da região da Bairrada, à cultura do vinho e à criação da Estancia Termal da Cúria. Construção do século XIX, a história desta bela casa prende-se com a vida do jornalista político, Albano Coutinho. Abastado proprietário rural, dedicou-se ao desenvolvimento da lavoura da região. A adega da casa converteu-se num centro experimental de técnicas e métodos de vinificação e enologia, com uma missão no combate à filoxera. A herança da história da casa funde-se com a história de Portugal.

Os proprietários atuais promovem a continuidade da tradição da cultura do vinho de Mogofores, produzindo os famosos vinhos Campolargo, com provas de produtos locais. Constitui um convite à descoberta de itinerários culturais da região, desde o vinho, a gastronomia, as termas da Cúria, Luso e Buçaco, o golfe e um vasto património arquitectónico e natural.

Alojamento

  • 3 x Apt. x2 - Desde 108.00€ / noite
  • 3 x Duplo - Desde 108.00€ / noite

Características

  • Biblioteca
  • Bicicletas
  • Bilhares
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Ginásio
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Piscina coberta
  • Provas de vinho
  • Refeições mediante solicitação
  • Sala de jogo
  • Ténis de mesa

Localização

Rua de N. Sra Auxiliadora

157 TH

Entre Aveiro e Coimbra, na região da Anadia, a Casa de Mogofores é uma construção do século XIX que ficou intimamente ligada à história política do mesmo período.

Numa altura em que a instabilidade criada pelas revoltas liberais fazia emergir uma nova elite, com um lugar cada vez mais proeminente na administração pública e económica, Albano Coutinho, filho, fixa residência em Mogofores.

Depois de iniciar na capital uma brilhante carreira como jornalista político, e devotado à causa democrática e republicana, vem a exercer o cargo de governador civil de Aveiro após o 5 de Outubro.

Proprietário rural de largas posses, interessou-se pelo desenvolvimento agrícola da Bairrada, fazendo estudos sobre as culturas da lavoura da zona. A adega da casa transformou-se assim num verdadeiro centro experimental de técnicas e métodos de vinificação e enologia, acabando por ter um papel decisivo no combate à filoxera.

Defensor da liberdade religiosa, deixa na casa de Mogofores indícios arquitectónicos que revelam uma ligação à maçonaria.

A aquisição desta casa pela família Campolargo teve como objectivo a reconstrução e recuperação da mesma para habitação própria, mas também pretende proporcionar a terceiros a possibilidade de usufruir de um espaço amplo e relaxante.

É sobre esta história que se ergueu o projecto da casa de Mogofores, que desta maneira oferece aos seus hóspedes, além de uma estada confortável, um contacto com a própria história de Portugal e a particular fase de transição do período monárquico para a república.

A própria casa dispõe de piscina coberta aquecida, banho turco e ginásio, o que pode ser um agradável complemento aos passeios.

É de salientar o papel dos proprietários na cultura do vinho, prolongando a tradição, e produzindo actualmente os famosos vinhos Campolargo, dos quais os hóspedes podem fazer provas. Esta é uma região pródiga em gastronomia, onde o leitão assado e a chanfana justificam a sua fama.

Situada numa região de especial beleza, em conjugação com a paisagem rural e as memórias da antiga fidalguia, nas suas grandes casas e árvores frondosas, está próxima das termas da Curia, Luso e Buçaco.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

A Casa de Mogofores está fortemente ligada À história do período da séc. XIX, em que a instabilidade política fez emergir das revoltas liberais uma nova elite com lugar cada vez mais proeminente na administração pública e vida económica.

É neste contexto que podemos entender a decisão de Albano Coutinho filho, de em 1876 fixar residência em Mogofores, depois de na capital ter iniciado brilhante carreira como jornalista político, devotado à causa democrática e republicana e como escritor de méritos reconhecidos. Continuou nesta casa e nesta terra a combater pelos ideais republicanos e regionalistas, enfrentando, com urbanidade que lhe era peculiar, as forças monárquicas do concelho e do distrito "que não acompanhavam o justo movimento do seu tempo".

Foi o primeiro Governador Civil de Aveiro após o 5 de Outubro e participou na formação do Centro Democrático e no Directório do Partido Republicano Português. Proprietário rural de largas posses, interessou-se pelo desenvolvimento agrícola da Bairrada, estudando e fazendo estudar os cultivos e as culturas, as doenças e os tratamentos, os factores de inibição e progresso da lavoura da zona. A adega de sua casa foi um verdadeiro centro experimental de técnicas e métodos de vinificação, verdadeiro laboratório enológico.

A ele se deve o desenvolvimento do ensino agrário da Bairrada, reformulando a actividade da Estação de Fomento Agrícola de Anadia e fazendo criai na sede do concelho, por seu empenho parlamentar uma Escola Prática de Agricultura. Não menos relevante, foi o seu contributo como vogal da Comissão Anti-Floxérica do Norte e como dirigente e conselheiro avisado do recém-criado Sindicato Agrícola.

É ainda a esta personagem que se deve o esforço decisivo para a criação e desenvolvimento da Estancia Termal da Cúria - Sociedade das Águas da Cúria.

Foi como seu Pai, que terá tido o primeiro enterro civil efectuado em Portugal, acérrimo defensor da Liberdade religiosa, discordando da existência de religiões oficiais. Na Casa de Mogofores existem indícios arquitectónicos que nos revelam forte ligação à Maçonaria. Sobre a porta do andar nobre e em seu remate ergue-se, em pouco relevo, um escudo redondo onde além da data 1867, se lê também "Pela liberdade politica, pela liberdade religiosa e de consciência - Albano Coutinho".

A aquisição desta casa, e respectiva reconstrução e recuperação, com o objectivo de servir de habitação aos proprietários, visa também abrir as portas a terceiros que queiram usufruir de um espaço amplo e relaxante que a envolvente à edificação proporciona, com acesso a um amplo conjunto de actividades e atracções que se desenvolvem nas cercanias da Vila de Mogofores.

É sobre esta história que se ergue o projecto Casa de Mogofores, que pretende proporcionar aos seus clientes e hóspedes, além de uma estada repousante, um contacto com a própria história de Portugal, em particular com a fase de transição do período monárquico para a república.