Os Solares de Portugal criaram dez novos circuitos baseados no Turismo Temático. Tentando promover o contacto com a natureza, o meio rural, o enoturismo, o turismo saudável e activo, para valorizar as experiências, os sabores, os cheiros, a segurança, as emoções e a tradição, foram lançados percursos que têm em atenção novos segmentos de mercado e que procuram novas ofertas turísticas.
A qualidade tornou-se uma preocupação dos Solares de Portugal, e assim, o ambiente, a saúde e o lazer são os “actores principais” destas novas rotas. A intenção é associar o turismo rural ao turismo de luxo.
O primeiro percurso “A Excelência dos Jardins” leva o turista a percorrer os verdes prados deste país, bem como as montanhas envolvidas nos ambientes tradicionais, sem esquecer os pequenos paraísos integrados nas Casas dos Solares de Portugal. São jardins magníficos que se pode apreciar, de Norte a Sul. Começando pelo Minho, onde vilas e cidades circundam vários espaços românticos. A proposta é que o turista descubra estes recantos, pernoitando nas Casas Antigas, Quintas e Herdades e Casas Rústicas, também elas envoltas em belos jardins, como em Guimarães, “berço da nação”, onde centro histórico é Património Mundial da Humanidade, assim como em terras de Basto ou Fafe, onde há para descobrir jardins românticos, que datam do século XIX. Mas este percurso cria, também, uma ligação ao Douro ao Centro e Sul do país, onde é imprescindível visitar o Vale do Tejo, assim como o Algarve onde o calor dá mais beleza aos jardins.
O segundo circuito temático, “As Tradições do Agroturismo”, permite dar a conhecer o agroturismo e as actividades agrícolas dos Solares de Portugal. Aqui, o turista poderá participar nas desfolhadas, nas vindimas, na cultura do azeite, poderá ver o ciclo do pão e participar na tradicional confecção de enchidos e queijos das regiões do nosso país.
São muitas as Quintas e Herdades localizadas no Alentejo, no Centro e no Norte de Portugal que disponibilizam estas actividades rurais.
O “Ecoturismo” é a proposta para quem gosta de juntar a natureza ao turismo. Caminhadas, desportos náuticos e fluviais são alguns exemplos daquilo de que pode desfrutar. Para quem prefere caminhadas históricas, a Norte pode percorrer o Caminho de Santiago, ou o caminho das invasões francesas, por onde as tropas de Napoleão passaram no início do século XIX. A paisagem alentejana convida a passeios pelas suas longas planícies que reflectem os raios solares, com chaparros, azinheiras e sobreiros. Nos Açores, a grande biodiversidade desafia o visitante a experimentar um relaxante banho nas águas do Oceano que circunda o arquipélago, onde é costume avistarem-se golfinhos. Na costa a opção é o mar, o mergulho e a praia. O Oceano Atlântico, ao largo, com praias de bandeira azul, célebres pelas provas de surf e windsurf. Para descontrair, a pesca, aproveitando rios magníficos onde abundam espécies muito apreciadas, como no rio Minho, Lima, Cavado, Douro, Tâmega, Tua, Côa, Vouga, Mondego, Tejo, Zêzere, Sado, Guadiana, ou tantos outros afluentes, ricos pela autenticidade da sua fauna e flora. Também os Parques Naturais e reservas ecológicas são locais de excelência para deambular entre veredas e inverneiras. De Norte a Sul de Portugal incluindo as Ilhas dos Açores e da Madeira há várias casas de turismo rural e de turismo de Habitação, verdadeiros refúgios para os amantes do ecoturismo.
“Os Circuitos de Golfe” é outro percurso temático. O Algarve tem condições especiais para a prática do Golfe. Com condições climatéricas únicas, esta região aproveita este desporto para atrair um maior número de turistas. Ao longo da costa algarvia não faltam campos de Golfe e Mini-Golfe, não só para profissionais, mas também para quem está a dar os primeiros passos na modalidade. Em Lisboa e Vale do Tejo, há também muitas alternativas, mas há quem opte pelo Centro e Norte do país, e aí as opções são variadas já que as paisagens vão mudando conforme se passa de região para região.
O quinto circuito, “Artesanato e Tradições” permite aos turistas tomarem conhecimento do nosso artesanato e tradições do nosso país, neste circuito de turismo cultural. As feiras semanais, os mercados, as festas religiosas, são pólos de interesse constante, tentando mostra-lhes a etnografia e os trajes à vianense, os trajes do Minho, o Museu do Ouro, na Póvoa do Lanhoso, assim como as antigas azenhas que conservam em funcionamento todos os pormenores da velha mó e a roda de moagem. As Casas Rústicas são na sua maioria decoradas com peças que caracterizam a etnografia de cada região
Os dias stressantes com que nos deparamos levam-nos cada vez mais a procurar os spas, o termalismo e os ginásios em busca de saúde e bem-estar. Para responder a esta motivação criamos o circuito “Mente e Corpo Sãos”. De Norte a Sul do país são vários os equipamentos de relaxamento e tratamento. Desde Monção ou Melgaço, passando por Barcelos e Santo Tirso, Vidago ou Chaves, Canas de Senhorim, ou Penafiel, várias são as termas procuradas para diversas curas e relaxamentos. Localizadas entre lagos e montanhas, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, estão as termas do Gerês e de Caldelas. As termas de Cabeço de Vide datam do tempo dos Romanos. Já eles usavam as águas miraculosas da região. As Termas da Cúria ou Aregos, que ao longo da história de Portugal albergarem famílias reais e da aristocracia para tratamento das suas “maleitas” e rejuvenescimento das “suas carnes”.
Para quem prefere os tratamentos das águas açorianas, as Termas das Furnas apresentam uma actividade regular vulcânica e 22 diferentes águas minerais e uma piscina de água ferrosa. Algumas das Casas dos Solares de Portugal dispõem de sauna, banho turco e escocês, piscinas de água quente e de exterior, assim como ginásios.
O sétimo circuito é “Sabores e Cheiros”. Quem por cá passa costuma realçar a nossa gastronomia. Os pratos típicos são variados, desde o bacalhau ao arroz, passando pelas migas ou pela açorda, ou então pelas variadíssimas formas de cozinhar o nosso peixe “fresco”. A proposta passa por apreciar o conhecido leitão da Bairrada, provar o queijo da Serra durante a subida à Torre, saborear a muito apreciada carne maronesa, criada em Vila Real, o famoso arroz de Lampreia, muito apreciado também pelos nossos vizinhos espanhóis. O peixe grelhado é especialidade da costa nacional. Sugere-se uma paragem perto do mar para se certificar destes sabores. Para apreciar o arroz ou as papas de Sarrabulho é imprescindível passar por Ponte de Lima. A cozinha tradicional e os produtos regionais e autóctones, são motivo de grandes elogios dos hóspedes dos Solares de Portugal nomeadamente os pequenos-almoços servidos nas casas associadas da TURIHAB
Portugal é também conhecido pelos seus vinhos, muitos deles premiados internacionalmente. Os Solares de Portugal criaram o circuito “A Rota dos Vinhos” para dar a conhecer o enoturismo e a provar algumas das produções nacionais: o conhecido Vinho Alentejano, o Vinho da Bairrada, o Vinho do Dão e o Vinho Verde. Este percurso pretende também homenagear o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade da Unesco e os produtores engarrafadores que também tem alojamento em Turismo de Habitação ou em Turismo no Espaço Rural e que proporcionam aos hospedes
O conhecimento mais profundo, sobre as castas os aromas e a diversidade da cultura dos vinhos portugueses.
O nono circuito é o da “A Raça Lusitana”. País de amor aos cavalos, criador da raça pura lusitana, Portugal é também procurado pela beleza destes animais. Os Solares apresentam casas onde montar é uma actividade a desfrutar. Para ver a beleza dos cavalos garranos, selvagens e integrados num meio específico basta subir ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. Por estes lados pode-se também descobrir vários monumentos megalíticos, conhecidos por “Antas da Serra do Soajo”. Pode ainda partir-se para Vieira do Minho, com direito a passagem pela Barragem da Caniçada, onde a beleza da encosta minhota podem também servir de percurso à descoberta dos garranos e das éguas bravas criados livremente nas nossas serras.
O último circuito “Cerâmica Nacional” leva os visitantes a uma viagem pela descoberta da azulejaria nacional, uma das expressões mais fortes da cultura portuguesa. Este elemento decorativo, considerado arte começou a ser usado em Portugal nos finais do século XV, vindo de Sevilha, quando o rei D. Manuel mandou colocar estes azulejos hispano-mouriscos no Palácio Nacional de Sintra. Hoje é possível ver a azulejaria nacional por todo o país: em palácios, estações de comboio (S. Bento, Aveiro, Pinhão), casas e estações do metro. Já faz parte da tradição nacional. Em Lisboa pode mesmo visitar o Museu Nacional do Azulejo. Os Solares de Portugal incluem casas revestidas com painéis de azulejos.
Estes são os dez circuitos temáticos, apresentados pelos Solares de Portugal, que dão a conhecer as raízes típicas das regiões aliadas à modernidade e ao gosto expresso no Turismo de Habitação e no Turismo Rural em Portugal.