Tipo:
Casas Antigas
Proprietário:
Conde de Calheiros
Contactos:
Email Calheiros@solaresdeportugal.pt
Alojamento:
6 alojamento(s) Apt. x2 - 125 EUR/noite
6 alojamento(s) Duplo - 125 EUR/noite
3 alojamento(s) Twin - 125 EUR/noiteRESERVE JÁ
Notável e imponente edifício, tradicionalmente considerado como o mais representativo das nobres casas do Minho. Resplandecem nos seus interiores lembranças de tempos gloriosos, guarda no silêncio do cair das águas das fontes de granito os segredos e história da família Calheiros, que aqui vive desde sempre. Situado numa encosta de uma das colinas que circundam a vila de Ponte de Lima, o Paço de Calheiros, rodeado de belos jardins, domina a perder de vista, um dos mais grandiosos cenários da região.
Do Porto tome a auto-estrada A3 em direcção a Braga/Valença. Saia da auto-estrada ao km 77 Calheiros/Arcos de Valdevez. Depois da portagem segue no IC28, em direcção aos Arcos de Valdevez, durante 2 km saindo na indicação de Refoios do Lima. Depois de sair do IC28 encontrará uma rotunda, aí siga pela esquerda seguindo as indicações de Ponte de Lima/Refoios/Calheiros, 3,5km depois encontrará à sua direita a indicação Paço de Calheiros, vire e 2 km depois encontrará a casa do lado direito.
Coordenadas GPS
N 41 ° 48 '22.6 "
W 08 ° 33 '59.3 "
Na parte mais alta de um monte coberto de generosos vinhedos, de onde se abarcam o vale e a cidade de Ponte de Lima, encontra-se o Paço de Calheiros, um solar considerado como um dos mais importantes e belos exemplares setecentistas portugueses, representativo da arquitectura civil nacional. Construído nos primórdios da monarquia, encontra-se na posse da mesma família desde 1450, segundo consta de uma lápide existente no portão de entrada. Entrar em território de Calheiros é dar-se ao prazer de entrar num mundo a parte, onde a harmonia é uma constante. No exterior, destaca-se uma magnífica vereda de magnólias que dá acesso ao paço e vislumbram-se os jardins senhoriais que se desenvolvem em diversos patamares. Um bonito chafariz, uma fonte com um pequeno tanque em granito, a capela com um valioso altar barroco e a escada exterior completam um quadro inigualável
O solar, que sofreu há alguns anos obras de recuperação, teve por objectivo não apenas a valorização do edifício, mas também abrir portas ao hóspede com o maior conforto. A decoração acentua a elegância do mobiliário antigo, bem conservado e de valor. Nas paredes estão colocados retratos de familiares e, nos tectos, impressionáveis lustres de lágrimas. Outros elementos decorativos incluem tapeçarias, livros, loiças, pratas e cristais antigos. O paço dispõe de nove quartos e de uma ampla sala destinada aos pequenos-almoços. De forma a aproveitar antigas dependências do solar, construíram-se também seis apartamentos com entrada pelo pátio.
Francisco Silva de Calheiros e Menezes é o actual representante da família e das armas de Calheiros, Senhor do Solar de Calheiros e representante do título de Conde de Calheiros.
In “Solares de Portugal – A arte de bem receber”, Edições INAPA, 2007
HISTORIAL
O solar do antigo apelido de Calheiros é na Quinta do Paço, que antigamente chamavam do Pinheiro, na freguesia de Santa Eufémia de Calheiros, no concelho de Ponte de Lima.
A Honra de Calheiros foi confirmada por D. Afonso IV em Santarém, aos 05 de Fevereiro de 1336, a favor de Martim Martins Calheiros, cuja honra lhe fora dada por Rei D. Dinis. Posteriormente D. Sebastião, por sentença de 12 de Novembro de 1566, ratificou os direitos e demarcações daquela honra a favor de Diogo Lopes de Calheiros, o ilustre autor do Memorial de Calheiros.
Ao fundo de uma carreira de seculares cupríferas de dimensões gigantescas, abre-se um portal, com lápide em um gótico minúsculo, de 1450,que diz:
D'esta Antiga e Nobre Casa
Proced'os Calheiros:
Fidalgos: D'Solar
Sobrepuja a inscrição uma pedra de armas, escudo direito e em coração com capacete e paquife singelo, ostentando o apelido dos CALHEIROS: - em campo azul, cinco vieiras ou conchas de prata, estendidas em preto, no pé ou contra-chefe três estrelas de oiro em faxa de cinco pontas cada uma; timbre dois bordões de prata em aspa e os bordões ferrados de azul e atados com torçal da mesma cor, sobreposta uma vieira das das armas. Ainda ao lado do timbre faz-se notar a data de 1533, ano em que devia ter sido esculpido o brazão.
Dizem que os Calheiros tomaram o brazão dos Velhos, por serem a sua prole: não é assim pois ambos descendem de D. Ayres Nunes, originário da Galiza tendo por isso adoptado as Vieiras e Bordões de Santiago de Compostela.
O nome do apóstolo era o grito de guerra nas frequentes algaras contra os Sarracenos e depois da vitória os indómitos guerreiros, empunhando o bordão dos peregrinos, iam agradecer ao padroeiro das Espanhas, visitando o seu túmulo, os lauréis alcançados e penitenciaram-se dos excessos cometidos.
Assim, um dos mais honrosos distintivos da armaria peninsular, como na Hieráldica de França se considerava a Flôr de Liz, era entre nós a Vieira Compostelana.
A Casa nunca deixou a família, sendo apontada como uma das que conserva ainda esta nobre particularidade.
Senhores Imemoriais do Solar De Calheiros (reedificado em 1450), Senhores das Terras de Santo Estêvão de Geraz, Beiral do Lima e Reguengo de Castelo (5/1/1424), Senhores das Terras do Burral e Almoxarifado de Ponte de Lima (4/12/1453), Senhores das Devezas de Ponte de Lima (30/9/1454), Conde de Calheiros (20/3/1890).
Francisco Silva de Calheiros e Menezes é o actual representante da Família, chefe do nome de armas de Calheiros, Senhor do Solar de Calheiros e representante do Título de Conde de Calheiros.
Conde de Calheiros