Situada na costa norte da ilha de S. Miguel, à beira-mar, a Casa das Calhetas, é uma construção do séc. XVIII (1723). Solarenga na traça, foi desde sempre casa de morgados. As vistas ao Norte-Nordeste oferecem um cenário impressionante sobre o Atlântico, a costa Norte da ilha e a Serra da Lagoa de Fogo. As vistas ao Sudoeste, abrem um cenário completamente diferente sobre o único convento de clausura dos Açores e o magnífico jardim centenário da casa. Decorada com simplicidade, guarda o sabor das casas abastadas do meio rural açoreano.

Alojamento

  • 2 x Duplo - Desde 108.00€ / noite
  • 1 x Individual - Desde 90.00€ / noite

Características

  • Biblioteca
  • Bicicletas
  • Estacionamento
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Pesca

Localização

Travessa do Morgado, SN - Calhetas

7346 TH

Situada na costa norte da ilha de São Miguel, à beira-mar, a Casa das Calhetas é uma construção do século XVIII, datada de 1723. Solarenga na traça, foi, desde sempre, casa de morgados. O morgadio das Calhetas, do qual faziam parte a Quinta, Solar e Ermida da Boa Viagem, foi instituído por escritura de doação de 12 de Novembro de 173 I e confirmado por testamento, a 17 de Maio de 1734, pelo capitão António do Rego e Sá, filho do capitão Nicolau da Costa d' Arruda Botelho, um dos primeiros povoadores de São Miguel.

A moradia tem uma estrutura arquitectónica das casas abastadas do meio rural açoriano da época, com jardim de estilo inglês, com lago e campo de cróquete. O pátio interior, em pedra de lavoura, possui uma escadaria dupla de estilo colonial espanhol. No primeiro andar situa-se a parte nobre da casa onde se encontram os quartos, a sala de jantar, uma sala de estar e a biblioteca, sendo os soalhos em madeira de pinho resinoso e os tectos em estuque, com estrutura acaixotada. Neste piso existem dois "halls" com soalho em pedra de lavoura, lareira com azulejos da Lagoa e cozinha com acesso directo aos alpendres.

Todas as salas têm varanda em ferro fundido com vistas para a bala da Ribeira Grande. As vistas para norte e nordeste oferecem um cenário impressionante sobre o Atlântico, a costa norte da ilha e a serra da Lagoa do Fogo, enquanto as vistas para sudoeste desvendam um cenário que inclui o único convento de clausura dos Açores e o jardim da casa. O edifício tem várias adegas, onde se fazia antigamente o vinho, com estrutura típica das adegas da Ribeira Grande.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

O morgadío das Calhetas, do qual faziam parte a Quinta, Solar e Ermida da Boa Viagem, foi instituido por escritura de doação de 12 de Novembro 1731, confirmada por testamento em 17 de Maio de 1734, pelo Capitão António do Rego e Sá (1667-1734) a sua segunda mulher D. Rosa Pais da Silva, filha de João da Silva Rebello e de D. Isabel Pais Leite. O Capitão António do Rego e Sá era filho do capitão Nicolau da Costa d' Arruda Botelho (1632-1689) e da sua mulher D. Inês Tavares de Mello; 6º neto em legítima varonia de Gonçalo Vaz Botelho, "O grande no corpo e na condição", grande fidalgo do século XV e um dos primeiros povoadores de São Miguel.

O último morgado das Calhetas foi José de Medeiros Bettencourt e Rego de Sá e Mello (1839-1885), casou a 17 de Agosto de 1864 na freguesía da Conceição da Ribeira Grande com Isabel Augusta da Silveira Estrela (1842-1933). Desta altura datam o actual Fontanário (1846) sito na rua da Boa Viagem está dedicado ao seu pai Manuel de Medeiros Bettencourt da Câmara Mello (1817-1860), e o portão de ferro fundido que dá acesso ao jardim dedicado a D. Isabel Augusta da Silveira Estrela.

A moradia é uma estructura arquitectónica das casas abastadas do meio rural açoreano da época: jardim estilo inglês (lago, campo de croquet etc...). O pátio interior em pedra de lavoura com escaderia dupla estilo colonial espanhol. No primeiro andar situa-se a parte nobre da casa onde se encontram os quartos de cama, sala de jantar, quarto serão, biblioteca, sendo os soalhos em madeira de pinho resinoso e tectos em estuco com estructura acaixotada. Todas as salas têm varanda em ferro fundido com vistas para baia da Ribeira Grande. Neste primeiro andar existem dois halls com soalho em pedra de lavoura, lareira com azulejos da Lagoa e cozinha com acesso directo aos alpendres.

O edifício tem várias adegas, onde se fazia antigamente o vinho, com estrutura típica das adegas da Ribeira Grande.

O brasão do solar tem as seguintes armas:

Escudo partido:

I - de verde, com banda ondada da sua cor, carregada de três vieiras de ouro (Rego).

II - de ouro, com quatro bandas de vermelho (Botelho).

III - Timbre: leão sainte de ouro, armado e lampassado de vermelho (Botelhos sem bandas)