Localizada a 1 km de Ponte de Lima, na freguesia de Santa Marinha de Arcozelo, a Casa do Outeiro remonta ao século XVIII. Oferece conforto e um serviço de qualidade, preservando o espírito fidalgo de uma família tradicional do Minho, há mais de quatro séculos na mesma casa. Guardada por frondosos castanheiros e jardins de inspiração, foi a primeira casa em Portugal a abrir as portas ao turismo de habitação. A cozinha do solar, convida e abre para uma varanda em madeira, onde se pode observar um aqueduto de granito que abastecia a casa.

A propriedade dedicada à agricultura, com vinhedos, horta e pomar, integra dependências agrícolas, devidamente recuperadas, que oferecem três quartos, duas salas de estar e uma cozinha que conserva a lareira e dá acesso a uma luminosa galeria coberta, onde são servidos os pequenos-almoços com deliciosos produtos locais.

Alojamento

  • 2 x Twin - Desde 75.00€ / noite

Características

  • Biblioteca
  • Capela
  • Estacionamento
  • Fala-se espanhol
  • Fala-se francês
  • Fala-se inglês
  • Golfe
  • Jardins
  • Passeios a Pé
  • Piscina
  • Refeições mediante solicitação

Morada

Arcozelo

11256 TH

Numa altura em que se multiplicam a olhos vistos as casas de turismo de habitação, convém lembrar que a Casa do Outeiro foi a primeira casa em Portugal a abrir as suas portas a este tipo de turismo. Situada a pouco mais de um quilómetro de Ponte de Lima, é uma das casas solarengas da freguesia de Santa Marinha de Arcozelo e, talvez, uma das mais bonitas casas senhoriais do vale do Lima.

Solar do século XVIII, a Casa do Outeiro aliou às necessidades de conforto um notável sentido estético, preservando o encanto de uma casa Fidalga antiga. Está escondida entre castanheiros e jardins cuidadosamente tratados.

E uma sensação ao mesmo tempo bucólica e senhorial que surpreende o viajante que se aproxima do belo casarão de granito, que está nas mãos da mesma família há mais de quatro séculos. O actual proprietário, João Gomes de Abreu Lima, e sua mulher, Maria Ana Rooke Pereira Dias de Magalhães, iniciaram, há mais de vinte anos, as obras de restauro, podendo hoje considerar-se uma das casas senhoriais mais bem conservadas da Ribeira Lima.

O edifício, onde sobressai a galeria, apoiada por colunas sólidas, é a antiga casa senhorial de uma propriedade dedicada à agricultura, com vinhedos, horta e pomar e cujas dependências agrícolas foram também transformadas em alojamentos de turismo rural. O edifico principal dispõe de três quartos, duas salas de estar e uma cozinha que conserva a impressionante lareira e que comunica com uma bela galeria coberta, onde são servidos os pequenos-almoços, rodeada pelo denso jardim. Junto deste edifício existe outro, mais pequeno, transformado num apartamento, com um quarto duplo, casa de banho, cozinha e sala de estar.

No exterior, um jardim acolhedor, onde não faltam uma latada de glicínias e uma zona de sebes bem recortadas, inclui uma piscina, um campo de basquetebol e os vestígios do aqueduto que antigamente abastecia a casa.

In Solares de Portugal A arte de bem receber , Edições INAPA, 2007

HISTORIAL

A Casa do Outeiro, fronteira à Vila de Ponte de Lima e dela distanciada pouco mais de 1 Km é uma das casas solarengas da Freguesia de Santa Marinha de Arcozelo, talvez o mais rico acervo de casas senhoriais do Vale do Lima. Ainda no Séc. XVI existiam no mesmo local duas quintas com este nome.

Pertencia uma a um ramo de Macieis, família ilustre com solar em Darque, junto a Viana e a outra andava emprazada aos Senhores da Quinta de Silveiro, na Correlhã. O casamento de António Álvares Maciel e D. Ana Pinto Correia, em 1634, uniu definitivamente as duas quintas. Deste casamento nasceu D. Maria Josefa Vieira Pinto Maciel, que foi a 1ª Administradora do vínculo instituído por seus pais por escritura de dote realizada em 11 de Março de 1713, para casar com seu parente Gaspar de Abreu de Lima Teles de Meneses, moço fidalgo da Casa Real e Senhor do Paço de Penas, em Refoios de Lima. O novo vínculo, registado com o nome de "Quinta de Santo António e de Nossa Senhora da Conceição do Paço do Outeiro e Refoios", veio, de geração em geração, até à actualidade, sem alteração dos seus limites iniciais.

A casa, porém, já velha, foi reedificada numa 1ª fase em 1723 e posteriormente, em 1787, foi-lhe acrescentada a varanda principal e o portão nobre. A actual capela, da invocação da N. S. da Conceição, erguida em 1774 em substituição de uma outra anterior, não foi completada. Nas gerações que se seguiram foi o vínculo constantemente acrescentado e em meados do Séc. XIX constituía uma das maiores casas senhoriais do Norte do país, com terras e foros espalhados por todas as províncias até Lisboa. Em março de 1809, sendo senhor desta casa João Gomes de Abreu de Lima de Magalhães Pinto e Cardoso, foi a Casa do Outeiro saqueada pelas tropas do General Soult, que comandou a 2ª Invasão Francesa de Portugal e aí se aquartelaram durante a passagem do Lima. Novo golpe sofreria mais tarde, durante as perseguições movidas pelas forças constitucionais.

No entanto e apesar de todas estas vissicitudes, ainda hoje se conserva, mais de 4 Séculos volvidos, na posse da mesma família. O seu actual proprietário, Dr. João de Abreu de Lima e sua mulher D. Maria Ana Rooke Pereira Dias de Magalhães, há mais de 20 anos que iniciaram as obras de restauro, podendo hoje considerar-se uma das casas senhoriais mais bem conservadas da Ribeira Lima.