Tipo:
Quintas e Herdades
Proprietário:
Lígia Branca de Carvalho D. G. M. Leitão
Contactos:
Email SaoLourenco@solaresdeportugal.pt
Alojamento:
1 alojamento(s) Apt. x2 - 80 EUR/noite
4 alojamento(s) Duplo - 80 EUR/noite
2 alojamento(s) Twin - 80 EUR/noiteRESERVE JÁ
Situada numa pequena aldeia rodeada de vinhedos e pinheirais, a Casa de São Lourenço, construída em finais do Séc. XVIII, está integrada numa exploração agrícola, onde impera a cultura da tradicional vinha da Região Demarcada da Bairrada. A Quinta proporciona ao visitante o sossego da vida no campo, a par da proximidade dos centros urbanos limítrofes, assim como a possibilidade de poder frequentar as termas do Luso ou da Curia, para conjugar com os relaxantes e agradáveis passeios pelo campo.
Do Porto: Siga a auto-estrada A1 em direcção a Lisboa; vire na saída assinalada ”Mealhada”. Na Mealhada tome a estrada N1 para Norte em direcção à Curia. Passados 2 km irá encontrar a junção T para a Curia. Aqui tem de continuar na mesma estrada (N1) e virar á esquerda depois de 3km, seguindo a sinalização ”Vagos”, ”Mogofores”, e ”Agroturismo” (sinalização azul relativa á casa), irá passar a ponte por cima da linha do caminho de ferro. 500m depois vire à esquerda, seguindo outra sinalização azul ”Agroturismo”; 1,5km percorridos vire á esquerda e encontrará a casa 50m depois á direita.
De Lisboa: Siga pela A1 para o Porto e vire depois na saída assinalada ”Mealhada”. Na Mealhada tome a estrada N1 para Norte em direcção á Curia. Passados 2 km irá encontrar a junção T para a Curia. Aqui tem de continuar na mesma estrada (N1) e virar á esquerda depois de 3km, seguindo a sinalização ”Vagos”, ”Mogofores”, e ”Agroturismo” (sinalização azul relativa á casa), irá passar a ponte por cima da linha do caminho de ferro. 500m depois vire à esquerda, seguindo outra sinalização azul ”Agroturismo”, 1,5km percorridos vire á esquerda e encontrará a casa 50m depois á direita.
Coordenadas GPS
N 40 ° 26 '13.8 "
W 08 ° 29 '49.4 "
As janelas abertas deixam entrar o cheiro do campo, levemente adocicado e seco. Em frente da casa da Quinta de São Lourenço estendem-se vinhas de cepas baixas, geometricamente dispostas ao sabor das ondulações que as colinas desenham. A casa da Quinta de São Lourenço foi construída em finais do século XVIII. A proprietária, Lígia Branca de Carvalho D. Gala Mexia Leitão, adora este lugar que a viu crescer e brincar. O avô era um agricultor da região que tinha vários filhos. Com vontade de deixar uma casa a cada um, comprou a quinta ao antigo proprietário, o Visconde de Seabra.
Até ao momento em que a actual proprietária conseguiu comprar a parte do irmão, o edifício esteve durante quase 20 anos em situação de semi-abandono. Em 1989, porem, encontrou maneira de transformar a casa num lugar acolhedor e arranjado: adaptou-a para ser utilizada como turismo de habitação. Com muito gosto e jeito para a decoração, criou um espaço agradável e simpático onde apetece descansar e passar uma temporada no silêncio do campo.
A quinta e uma exploração agrícola onde, com excepção de algumas árvores de fruto, como as nogueiras, impera a vinha. E estamos na Bairrada, que possui caves reputadas pelos seus vinhos maduros e pelos espumantes, que contribuíram para a fama da região.
O visitante, hospedado na quinta, pode deliciar-se andando de bicicleta pelos espaços calmos da região. Depois de um dia passado na piscina da casa, sair ao fim da tarde para uma exploração das redondezas e um prazer para a alma e para o apetite. Sobretudo porque, ao voltar, poderá apreciar uma deliciosa chanfana preparada só para si na Quinta de São Lourenço.
In “Solares de Portugal – A arte de bem receber”, Edições INAPA, 2007
HISTORIAL
A Casa da Quinta de S. Lourenço, situada em S. Lourenço do Bairro, concelho da Anadia, é uma construção dos finais do século XVII. Integrada numa exploração agrícola, em pleno funcionamento, onde a cultura predominante é a tradicional vinha da Região Demarcada da Bairrada.
Restaurada numa perspectiva de conservação e valorização do património arquitectónico e ambiental, conserva todas as características de uma casa senhorial, onde a sobriedade do antigo se alia agradavelmente ao conforto e exigência da vida dos nossos dias.
Nas suas paredes, guardam-se histórias de tempos antigos, e se de facto elas falassem, poderiam recitar poesias de António Feliciano de Castilho.
Diz-se que a casa pertenceu, inicialmente, à família do poeta António Feliciano de Castilho e que os seus descendentes, por sua vez, a venderam ao Visconde de Seabra. Foi ao Visconde de Seabra que o avô de Lígia Mexia Leitão, antigo agricultor da região, comprou a Casa de São Lourenço. Como tinha vários filhos, era sua intenção deixar, em testamento, uma casa a cada um. A juventude da dona da casa foi passada de terra em terra, acompanhando o seu pai, sempre que este tinha que se deslocar. A profissão de Juiz, não lhe permitia passar muito tempo no mesmo local. Mas a Quinta de S. Lourenço era no fundo, o único local fixo que possuíam e onde regressavam após cada viagem. Mais tarde, após a morte de seu pai, tentou encontrar forma de não se separar da casa. Apesar da juventude atribulada, era ali que estavam todas as memórias.
Após comprar a parte do irmão, em 1989, encontrou maneira de a transformar, mantendo a traça original.
A Quinta de S. Lourenço, de seu nome antigo «da Lage», nome este derivado da característica do solo calcário em que a casa se implanta, repete no seu traçado, disposição e nos pormenores da fachada, o tipo de construção portuguesa do século XVIII.
Na casa foram feitas, no decorrer dos tempos, obras de conservação que introduziu algumas alterações ao traçado original. Sabe-se que o visconde de Seabra, jurisconsulto e político que viveu entre 1798-1895, terá herdado ou comprado a propriedade, tendo sido nesta casa que se recolheu para elaborar a sua obra mais conhecida, o Código Civil Português - de cunho tão original e moderno que se manteve em vigor desde 1867 até 1966! Contam-se muitas histórias passadas nesta casa aquando das discussões geradas em torno de certos pontos mais polémicos do Código, histórias que são objecto de curiosidade e reverência pelos historiadores da ciência jurídica.