Tipo:
Quintas e Herdades
Proprietário:
Luís Manuel de Magalhães Fernandes Pinto
Contactos:
Email Calcada@solaresdeportugal.pt
Alojamento:
2 alojamento(s) Duplo - 80 EUR/noite
1 alojamento(s) Twin - 80 EUR/noiteRESERVE JÁ
Situada na mais setentrional vila do país, Melgaço, a casa da Quinta da Calçada é um tipico solar do Alto-Minho dos finais do século XVII ou principios do século XVIII. A sua localização próxima da região de Castro Laboreiro e do Parque Nacional da Peneda-Gerês proporciona passeios cheios de interesse e encanto.
Do Porto vá pela A3 até Valença. Em Valença siga pela N101 até Monção, e siga pela N202 para Melgaço. A casa situa-se a 100m de Melgaço, à saída de S. Gregório. De Viana do Castelo siga pela N13 até Valença, ai siga pela N101 até Monção, e siga pela M301 para Melgaço. A casa situa-se a 100m de Melgaço à saída para S. Gregório.
Coordenadas GPS
N 42 ° 06 '58.6 "
W 08 ° 15 '18.1 "
No distrito de Viana do Castelo, junto ao rio Minho, nas proximidades de Melgaço, lugar de São Julião, situa-se a Quinta da Calçada, a unidade de turismo de habitação mais setentrional do país. A casa encontra-se no seio da quinta, elevando-se com a sua fachada mais representativa orientada para sul, na direcção de uma encosta que se lhe impõe. Desde a primeira aproximação, o conjunto arquitectónico é visto como uma unidade enquadrada por dois muros que definem um amplo espaço. De mais perto, vislumbram-se duas escadas, com corrimãos em granito e tosca decoração que dão acesso a uma varanda coberta, delimitada por cinco colunelos, cuja orientação e protecção permitem que seja utilizada durante grande parte do ano como zona de estar. Por sua vez, o telhado é acentuado pela cor branca, mantida como tradição resultante do uso funcional da cal.
O alojamento conta com dois quartos duplos, nos baixos da casa. O conforto é acrescido por uma piscina, uma biblioteca e uma colecção etnográfica. No exterior da casa estão bem desenvolvidas e implantadas as estruturas usuais na vida rural. No conjunto encontram-se todos os elementos que caracterizam este tipo de património: portão de acesso a amplo terreiro, entrada de serviço independente, rossios que envolvem toda a construção, jardim, eira, canastro, dependências agrícolas.
A casa pertence à mesma família desde a data da sua construção, que se estima ser de finais do século XVII ou inicio do século XVIII. A Capela de São Julião, fronteira, de raiz românica, foi-lhe confiada pelo estabelecimento de um foro perpétuo, datado de 1711. Ambos os imóveis estão a cargo do herdeiro e actual proprietário, Luís Manuel de Magalhães Fernandes Pinto.
Este típico solar rural, classificado pelo então Instituto Português do Património Cultural como imóvel de interesse público, é ideal para passar uns sossegados dias de repouso no extremo norte do Alto Minho.
Solares de Portugal – A arte de bem receber”, Edições INAPA, 2007
HISTORIAL
A Quinta da Calçada localiza-se nos subúrbios da Vila de Melgaço, no Lugar de S. Julião, na E.N. 301 à saída para S. Gregório, já praticamente incluída no tecido urbano. A casa encontra-se dentro da quinta, circundada por terrenos agrícolas que permitem a clara percepção do seu volume e da sua escala. A fachada mais representativa orienta-se a sul, para uma encosta que a afronta. Forma uma unidade enquadrada pelos muros de amplo terreiro. Duas escadas, com corrimãos em granito e tosca decoração, dão acesso a uma varanda coberta, com pano de peito em perpianho que serve de base a cinco colunelos, também em granito que, por sua vez, suportam a cobertura. Este conjunto de pedra à vista ressalta de dois corpos salientes rebocados, que contêm as pedras de armas, também em granito. O telhado é acentuado pela cor branca, mantida como tradição resultante do uso funcional da cal.
A distribuição da habitação, no piso superior, é simples: simetria no seu corpo principal, com salas mais representativas nos dois salientes, todas com tectos de masseira. Os 'baixos' da casa, no piso térreo, destinavam-se a dependências agrícolas. Exteriormente estão bem desenvolvidas e implantadas as estruturas usuais na vida rural. No conjunto encontram-se todos os elementos que caracterizam este tipo de património: portão de acesso a amplo terreiro, entrada de serviço independente, rocios envolventes a toda a construção, jardim, eira, canastro, dependências agrícolas. Não tem capela incorporada, presumivelmente porque quando a construção da casa a capela, fronteira, já estava a cargo da família dos actuais proprietários da Quinta (foro perpétuo, datado de 1711).
Trata-se de um típico solar rural do Alto Minho classificado pelo Instituto Português do Património Cultural, como 'Imóvel de Interesse Público'. Não se conhecem documentos que permitam datar com exactidão a construção do solar. Deduz-se que foi constuído nos fins do Séc. XVII ou princípios do Séc. XVIII. Tal dedução apoia-se em alguns dados geneológicos e na observação e características arquitectónicas. A construção inclui-se num 'estilo de transição' entre o renascentista e o barroco. Nota-se a planta em U, a quase total ausência de elementos decorativos apenas revelados toscamente nas volutas dos corrimãos das escadas, e o tímido ensaio das curvaturas das vergas das janelas da fachada representativa.
O solar apresenta duas pedras de armas representando a família proprietária, bem executadas em granito, colocadas simetricamente, entre as janelas dos corpos salientes.