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CoimbraCoimbraSolares de Portugal « Coimbra


Coimbra foi tomada aos muçulmanos em 1064 por Fernando I de Leão, que a tornou a chave da defesa militar e a capital de um novo condado delimitado a Norte pelo Douro, a Nascente por Lamego e a Sul pela linha de fortaleza do Mondego. A povoação experimentou então um grande desenvolvimento, tendo sido seu governador o Conde Sesnando. Este alargou os territórios do condado, edificando variados monumentos e desenvolvendo em muito a agricultura, o que permitiu que a cidade passasse rapidamente de capital de condado a metrópole do nascente reino durante os primeiros tempos da sua formação.
Ainda antes da transferência da universidade de Lisboa para Coimbra (séc. XVI), já a cidade se tinha tornado o primeiro centro de cultura do país, sendo actualmente conhecida pelo seu carácter essencialmente académico. Coimbra representa a província da Beira Litoral e o seu aglomerado mais característico e antigo situa-se num outeiro, com cerca de 106 metros, na margem esquerda do rio Mondego, a 45 quilómetros da sua foz.
Antigamente, a cidade conhecia uma divisão entre Alta e Baixa. A parte Alta era o centro de estudos, não podendo os estudantes residir fora desses limites. Hoje, esta zona continua ainda a ser a mais típica da cidade, povoada por estudantes vestidos a rigor com a habitual capa e batina. A parte denominada Baixa era, e ainda é, como que um labirinto de ruas estreitas que, tal como o próprio nome faz lembrar, o Mondego não hesita em "visitar" em altura de inundações. Com efeito, poder-se-á dizer que «as cheias do Mondego têm sido para Coimbra e seus monumentos o que foram para Lisboa os tremores de terra» (Raul Proença, Guides bleus. Portugal. Ed. 1930, p. 180), pois do conjunto de monumentos e edifícios religiosos erguidos durante a dinastia afonsina, restam apenas a Igreja de São Tiago e as ruínas do mosteiro primitivo de Santa Clara.
Apesar de, mais tarde, a capital se ter fixado definitivamente em Lisboa, Coimbra permaneceu uma cidade de culto, apresentando-se como centro de actividade artística e principal foco da cultura portuguesa, cujo ambiente inspirador foi sempre motivo de chamamento para quase todos os escritores e poetas portugueses, que aqui viveram durante algum tempo.
É, sem dúvida, uma cidade de cenários deslumbrantes, reflectindo-se no espelho de água que se estende a seus pés, e quem a visita fica maravilhado com o seu perfil surpreendente e original, talvez um dos mais bonitos de Portugal.

Erguendo o seu bonito perfil sobre uma colina do Mondego, Coimbra foi capital do nascente reino de Portugal, do saber português, da poesia, da escultura, dos amores de Pedro e Inês.A mais antiga Universidade portuguesa e uma das mais antigas da Europa veio ocupar no alto da colina o lugar do Paço onde viveram os primeiros reis de Portugal. Mas ainda antes, já em Coimbra a arte românica encontrava o seu esplendor no Mosteiro de Santa Cruz, onde Santo António permaneceu e o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, dorme o sono último, ou na Sé Velha, em cujas escadas os estudantes cantam o sentimento e a melodia do Fado de Coimbra. Em Santa Clara-a-Velha, que é deste tempo, viveu a linda Inês de Castro com os filhos que teve do Infante D. Pedro e ali foi assassinada por ordem do rei Afonso IV, dando origem à mais trágica e imortal história de amor escrita em português.
O Renascimento e a transferência definitiva da Universidade para Coimbra, em 1537, trouxe novo fôlego artístico com exemplos maiores no belo pórtico manuelino da Capela da Universidade ou na obra admirável que é a porta inserida numa das paredes da Sé Velha. O Barroco deixará os seus sinais de exuberância na sumptuosa Biblioteca da Universidade, a "mais bela, a mais ricamente decorada biblioteca que até hoje vi", no dizer de um diplomata do séc. XIX. Nas suas estantes douradas, 250.000 obras guardam o saber da cidade do conhecimento. Do alto dos seus 178 degraus a Torre continua a marcar as horas, que antigamente regiam a vida dos estudantes. Marque com ela o seu tempo de visita à cidade. Verá como Coimbra lhe vai deixar na memória a impressão do seu indizível encanto.
A arte e a Tradição na cidade dos estudantes...
Em tempos longínquos o local foi ocupado pelos Celtas mas foi a romanização que transformou esta região culturalmente. A sua presença permanece nos vários vestígios arqueológicos guardados no Museu Nacional Machado de Castro, construído sobre o criptopórtico da Civita Aeminium, o forum da cidade romana. Depois vieram os visigodos entre 586 e 640, alterando o nome da localidade para Emínio. Em 711, passa a ser uma cidade mourisca e moçarabe. Em 1064 é conquistada pelo cristão Fernando Magno e governada pelo moçarabe Sesnando.A cidade mais importante ao Sul do Rio Douro, é durante algum tempo residência do Conde D. Henrique e D. Teresa, pais do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que aqui nasceu. Por sua mão é integrada em território português em 1131. Datam desse tempo, em que Coimbra foi capital do reino, alguns dos monumentos mais importantes da cidade: a Sé Velha e as igrejas de São Tiago, São Salvador e Santa Cruz, em representação da autoridade religiosa e das várias ordens que aqui se estabeleceram. Foi em Coimbra que aconteceu o amor proibido de D. Pedro I (1357-67) e da dama de corte D. Inês, executada por ordem do rei D. Afonso IV, que viu nesse romance o perigo de uma subjugação a Castela.
Inspirando poetas e escritores, a sua história continua a fazer parte do património da cidade.Durante o Renascimento, Coimbra transformou-se num lugar de conhecimento, quando D. João III (1521-57) decidiu mudar definitivamente a Universidade para a cidade, ao mesmo tempo que se criavam inúmeros colégios em alternativa ao ensino oficial. No séc. XVII os jesuítas chegaram à cidade, marcando a sua presença com a construção da Sé Nova. No século seguinte, a obra régia de D. João V (1706-50) enriquecerá alguns dos monumentos de Coimbra e sobretudo a Universidade e o reinado de D. José I (1750-77) fará algumas transformações pela mão do Marquês de Pombal, sobretudo no ensino. No início do séc. XIX as Invasões Francesas e as guerras liberais portuguesas iniciarão um período conturbado, sem grandes desenvolvimentos para a cidade. Desde então foram os estudantes que a recuperaram e transformaram na cidade universitária por excelência em Portugal. Vários percursos são possíveis para conhecer todo o património existente em Coimbra. Seguindo o plano da cidade até ao séc. XIX, sugerimos que comece com dois passeios, um pela Alta e outro pela Baixa de Coimbra.