Tipo:
Casas Antigas
Proprietário:
José Luís de FigueiredoLopes
Contactos:
Email Tilias@solaresdeportugal.pt
Alojamento:
4 alojamento(s) Duplo - 80 EUR/noite
2 alojamento(s) Twin - 80 EUR/noiteRESERVE JÁ
Casa senhorial beirã do século XIX enquadrada no Parque Natural da Serra da Estrela, onde se respira o ar puro da montanha, ideal para repouso e ponto de partida para excelentes percursos è descoberta da Serra e suas aldeias medievais.
Do Porto: Toma a A1 em direcção a Lisboa, onde deverá sair ao km 247 (Saída N° 16) – em direcção a Viseu. De seguida tome a A25 em direcção a Viseu. Nesta cidade siga a N231 em direcção a Seia, passando por Nelas. Em Seia siga a Estrada Municipal 231. Ao chegar a S. Romão é só seguir as indicações da casa.
De Lisboa siga a auto-estrada A1 em direcção ao Porto, saindo ao Km 197 para o IP3 em direcção a Viseu. Cerca de 40 km depois, e antes de chegar a Sta. Comba Dão virar em direcção à Guarda, até Nelas, onde seguirá a indicação de Seia. Ao chegar a S. Romão é só seguir as indicações da casa.
Coordenadas GPS
N 40 ° 23 '57.0 "
W 07 ° 42 '49.5 "
Percorrendo um caminho de paisagem selvagem e agreste que caracteriza as fraldas da Serra da Estrela, chega-se à Casa das Tílias, um belo solar beirão dos princípios do sec XIX, evidenciado por linhas sóbrias e percorrido por quatro varandas corridas de ferro forjado com vista para o jardim.
Enquadrada no Parque Natural da Serra da Estrela, desconhece-se o seu edificador e quando foi erigida, apontando-se para a década de 1810.
A esta Casa estiveram ligadas algumas das personalidades que marcaram mais profundamente Seia e S.Romão na 2ª metade do sec XIX, nomeadamente as famílias Guimarães, pioneira do têxtil nesta vila de S.Romão, a quem se ficaram devendo os tectos figurados e pintados existentes.
E a família Maximiano Faria, e seu tio o 2º Barão de Alvoco da Serra. Em 1907 entra a Casa na posse plena da família Maximiano Faria que a restaurou e melhorou.
Em 14 de Julho de 1989, foi adquirida pelo Capitão da F.Aérea – José Luís de Figueiredo Lopes, e por sua mulher Edite, a dezanove herdeiros da família anterior proprietária.
A Casa apresentava-se num grande estado de degradação, mas este conseguiu, com bom gosto e muita tenacidade, restaurá-la, remodelá-la para o turismo e torná-la num lugar acolhedor e simpático.
Na recuperação da habitação houve cuidado em manter as madeiras originais dos tectos, soalhos e algum mobiliário antigo, de que é exemplo um bonito relógio que enriquece a escadaria central. No salão de estar, torna-se interessante observar o tecto figurado e pintado com a figura da Rainha Santa Isabel e adornado por elegantes vegetais em estuque. Quanto à sala de refeições, sobressaem as louças de porcelana colocadas em três bonitos móveis de canto, encastrados, que remontam à origem da Casa.
Situados no primeiro piso, a que se acede por uma artística escadaria em madeira, os quartos são espaçosos, havendo num deles, que é uma suite, um tecto pintado com motivos referentes à mitologia, Mercúrio, deus dos viajantes e dos comerciantes.
Lá fora, um pequeno e belo jardim, com lago, fonte e piscina, delicia os olhares mais atentos de quem descansa na pérgula.
In “Solares de Portugal – A arte de bem receber”, Edições INAPA, 2007