O Turismo é com certeza a actividade económica estratégica para Portugal do século XXI e o grande desafio para o futuro. Todos caminhamos para o cultivo da indústria do lazer e como é bem sabido a tendência é para o aumento do período de férias e com a melhoria das condições de vida para o alargamento da gama dos consumidores e dos segmentos de mercado. O Turismo de Habitação e o Turismo no Espaço Rural tem vindo a ocupar um lugar crescente nas opções de férias e pode apontar-se como um dos sectores mais promissores quer pela oferta qualificada de alojamento que representa quer pelo ambiente que a rodeia.
A TURIHAB – Associação do Turismo de Habitação, surge em 1983 em Ponte de Lima da vontade de um grupo de 10 proprietários e abrange hoje todo o espaço nacional com cerca de 100 casas e afirmando-se como referência do Turismo Português. Pertencer à TURIHAB quer dizer acima de tudo pertencer a uma família que aceita os mesmos princípios de estar em turismo, seguindo as regras que valorizam e dignificam a sua prática. Vivendo a hospitalidade de uma Casa Antiga no esplendor do seu património, de harmonia com a natureza e o que de melhor oferece Portugal nas Quintas & Herdades, ou numa Casa Rústica, partilhando a simplicidade dos laços nobres da alma portuguesa.
Durante as 1ª jornadas de Turismo de habitação, realizadas em Março de 1983 em Ponte de Lima, o Turismo de Habitação foi reconhecido como sendo uma actividade turística que daria um contributo importante para o crescimento do turismo na região e de apoio aos donos das casas concluindo-se a necessidade de formar uma cooperativa que defendesse os interesses comuns - a TURIHAB.
Com principal objectivo de fomentar a preservação dos magníficos Solares da região, bem como a sua tradição e cultura, o Presidente da TURIHAB, Eng.º Francisco de Calheiros, definiu-a como “um meio importante para promover o espírito de associativismo e identidade colectiva”, reafirmando: “Somos uma grande família, com interesses comuns. Com a TURIHAB beneficiaremos com a eliminação de competição entre nós, fomentaremos a máxima coesão e cooperação, concentrando-se, cada um de nós, em projectar uma imagem de qualidade”.
A TURIHAB como associação, para além da preservação e conservação do património, da qualificação dos alojamentos tem a missão de fomentar o marketing e principalmente a ocupação das casas suas associadas, decidindo por isso, desenvolver uma Central de Reservas, com os seguintes objectivos:
O desenvolvimento da TURIHAB tem contado com a cooperação de diversos organismos públicos e privados com quem assinou protocolos (Link para página de Protocolos), demonstrando a importância da colaboração entre o sector público e privado, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos portugueses e incremento do conceito do Turismo de Habitação e do Turismo no Espaço Rural.
A TURIHAB conjuntamente com a ATA - Associação do Turismo de Aldeia, em 2000, constituíram a Central de Reservas - CENTER – Central Nacional do Turismo no Espaço Rural.
A CENTER tem por objectivo primordial a divulgação e comercialização das marcas das Associações - Solares de Portugal (www.solaresdeportugal.pt), Casas no Campo (www.casasnocampo.net) e as Aldeias de Portugal (www.aldeiasdeportugal.pt). Utiliza as mais modernas tecnologias; para a gestão das reservas com o sistema CENTERnet e para a divulgação da oferta com o Portal www.center.pt. O objectivo passa por proporcionar aos turistas um produto de qualidade e prestar a mais alargada oferta de animação e interpretação turística no espaço rural.
Fundada em 1983, com sede em Ponte de Lima, a TURIHAB criou a marca Solares de Portugal dez anos depois, quando organizou o I Encontro Nacional de Turismo de Habitação.
A TURIHAB criou um símbolo, que reflecte a hospitalidade e a forma de receber das casas, que incluiu o Faisão (simplicidade), a Rosa (beleza e segredo), o Ouro (justiça), a Prata (amizade), o Vermelho (valor) e o Verde (cortesia).
A TURIHAB recebeu o Prémio do Ano Europeu do Turismo (1990), a Medalha de Ouro de Mérito Turístico e o Prémio Europeu Turismo e Ambiente, menção honrosa - Herança Arquitectónica. (1995). Recebeu a menção da Comissão Europeia - Towards Quality Rural Tourism - Integrated Quality Management of Rural Tourist destination (1999), recebeu da Associação de Jornalistas de Turismo, o prémio de personalidade turística (1999). Prémio da Federação de Jornalistas Europeus, pelo Projecto da Rede Europeia - Europa das Tradições. (2002). Em 2005, a TURIHAB - Associação do Turismo de Habitação e a CENTER - Central Nacional do Turismo no Espaço Rural foram certificadas com o ISO 9001/2000 pela APCER - Associação Portuguesa de Certificação. Em 2006, os Solares de Portugal foram certificados, pela APCER, com a ERS 3001 TER e receberam do AICEP Portugal a Certificação Marca Portugal.
Participou na constituição do ETC - Europa Traditionae Consortium (www.europetraditions.com), sendo nomeada Manager, desta organização que integra também as entidades congéneres Chateau Accueil (França), Erfgoed Logies (Holanda), Wolsey Lodges (Reino Unido) e The Hidden Ireland (Irlanda) (1996). Tendo dado origem, ao projecto Ecos-Overture, com cooperação do Norte de Portugal com a Baviera (Alemanha - com a criação da Associação Roses of Germany), Ljubljana (Eslovénia - com a criação da Hises Tradicijo) e Vas County (Hungria) e ao alargamento da Europa das Tradições através do projecto - Europa das Tradições: uma ponte entre as Euroregiões, com a constituição das Associações Casas Grandes de Hispânia (Espanha), Case Della Tradizione (Itália), Tradition Österreich (Austria), Magyar Vendégváró Óden Házak Egyesület - Houses of Tradition (Hungria). Servindo também de base para a candidatura do projecto: Europa das Tradições - Uma visão Transatlântica, com o Brasil integrando as Associação: AMETUR (Minas Gerais), PRESERVALE (Rio de Janeiro) e ACETER (Ceará), constituindo a rede Fazendas do Brasil (www.fazendasdobrasil.com).
O consorcio Europa das Tradições, com sede é em Ponte de Lima e foi o primeiro agrupamento europeu de interesse económico para promoção do Turismo dentro e fora da Europa. (www.europetraditions.eu).
Tendo servido de exemplo para a Comissão Europeia que aprovou uma recomendaçãocom o seguinte teor: “Solicita à Comissão que, respeitando o princípio de subsidiariedade, lidere uma acção concertada entre os diversos Estados - Membros visando promover o intercâmbio de peritos na recuperação e restauração do património artístico para fins turísticos, oferecer bolsas de formação e promover a criação de redes transnacionais (como a Europa Traditionae Consortium)”.
A TURIHAB para a salvaguarda da genuinidade do turismo de habitação, agro-turismo e turismo rural, foram criadas e editadas a Especificação de Requisitos de Serviço do Turismo no Espaço Rural (ERS 3001) e o Manual de Boas Práticas para a certificação dos Solares de Portugal.
Em 2008, a TURIHAB - Associação do Turismo de Habitação conjuntamente com a APCER - Associação Portuguesa de Certificação, promoveram a revisão da Especificação de Requisitos de Serviço do Turismo de Habitação e Turismo no Espaço Rural - ERS 3001 TH/TER – Edição 2.
OS SOLARES DE PORTUGAL – MARCA PORTUGAL
Os Solares de Portugal dividem-se em três categorias de acordo com as características das casas, todas elas com elevado conforto e qualidade reconhecida a nível nacional e, sobretudo, internacional, já que cerca de 80 por cento dos seus clientes são estrangeiros.
A oferta dos Solares de Portugal divide-se em três categorias: Casas Antigas, Quintas e Herdades e Casas Rústicas, consoante a sua imponência, quer na dimensão, espaços envolventes e jardins, quer na decoração e peso histórico.
As Casas Antigas caracterizam-se pela sua arquitectura erudita e muitas delas remontam aos séculos XVII e XVIII. Nas Quintas e Herdades, o acolhimento faz-se num ambiente mais rural, pois estas casas constituem o assento de lavoura, ainda vivo e palpitante, da propriedade agrícola em que se enquadram.
Para quem preferir usufruir da calma da vida do campo, existem as Casas Rústicas, com grande valor etnográfico, na medida em que usam na sua arquitectura simples e de pequenas dimensões, materiais e processos construtivos caracteristicamente locais.
Pernoitar num dos SOLARES DE PORTUGAL é usufruir da calorosa hospitalidade e boas-vindas, que são uma arte das famílias portuguesas. È também conviver com um património rico em história e cultura e com uma secular tradição que os donos das casas partilham com os seus hóspedes, de modo cortês e simples.
Os hóspedes dos SOLARES DE PORTUGAL têm à sua escolha um leque variado de animação desde a pesca, a caça, ao golfe, simples passeios a pé e acavalo, o ténis, a natação, a harmonia com a natureza.
O jantar é símbolo de convívio em família, podendo ser partilhado com os donos das casas e outros convidados. O calor de uma fogueira, ou a ambiência de um vinho do Porto, poderão prolongar-se pela noite após apreciação da boa cozinha portuguesa, em companhia de um vinho verde ou maduro.
Para os SOLARES DE PORTUGAL, esta é a maneira certa e a forma mais personalizada de conhecer as particularidades de cada região, as festas, a gastronomia, os costumes e as tradições.
A rede dos Solares de Portugal estende-se por todo o território nacional, totalizando 95 casa: 65 no Porto e Norte de Portugal, 12 no Centro, 8 em Lisboa e Vale do Tejo, 7 no Alentejo, 1 no Algarve e 2 nos Açores.
Apesar da inovação introduzida no projecto dos Solares de Portugal, patente no recurso às novas tecnologias, há valores que se mantêm constantes e que importa preservar, como a tradição e a cultura portuguesas, que promovemos através dos novos itinerários e campanhas (www.solaresdeportugal.pt).