Carnaval de Lazarim


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   Festas

      

Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é como era em tempos antigos. Sinónimo de folguedo, máscaras e licenciosidade, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia. As máscaras são sempre diferentes de ano para ano e cabe aos seus portadores idealizarem as vestimentas que as acompanham. O Entrudo é precedido pela Semana dos Compadres e das Comadres - as duas associações que tentam reunir fundos para os festejos e que vão preparando, em completo segredo, as quadras destrutivas do testamento que será lido na Terça-feira Gorda. No Domingo Gordo à tarde começa a grande folia. Os caretos vão chegando, cada um com o seu disfarce. Tocam as bandas, reúnem-se os carros alegóricos, dançam os ranchos folclóricos, desfilam os gigantones.

Na Terça-feira Gorda apresentam-se em público os compadres e as comadres: uns de papel colorido, recheados de pólvora e foguetes que são imolados pelo fogo no final da festa e outros de carne e osso que, ao lerem o testamento, se "defrontam" numa luta verbal de rimas onde não falta a malandrice e as tiradas picantes. A rivalidade entre sexos serve como principal pano de fundo à libertinagem linguística.

Terminado o ajuste de contas e imolados os bonecos, prossegue o cortejo até ao local onde o fogueteiro dá por encerrado o Entrudo. Resta apenas a feijoada, o caldo de farinha e o vinho.

Acredita-se que o Carnaval tenha origem nas Saturnais romanas, tendo adquirido diversas variantes ao longo dos séculos. É uma quadra em que se festeja a chegada da Primavera e o consequente renovar da vida.